Apresentação

Bem-vindo ao Programa de Pós-Graduação em Gestão Regulação Recursos Hídricos (PROFÁGUA) da Ufes

  • Para a gestão dos recursos hídricos há necessidade de organizar, utilizar e apresentar dados
    e informações provenientes de diversas fontes e disponibilizá-los de uma maneira que auxilie
    na implementação dos instrumentos de gestão e no processo de tomada de decisão,
    considerando as características do SINGREH que pressupõe a gestão descentralizada,
    participativa e integrada. As metodologias a serem utilizadas e/ou produzidas nos projetos
    são aquelas demandadas pelos órgãos gestores e baseiam-se em modelos de simulação da
    realidade física, química, biológica e social aplicadas em Gestão de Bacias Hidrográficas.
    Nos projetos deve-se trabalhar com métodos e modelos inovadores para o desenvolvimento
    de ferramentas quali-quantitativas, sedimentométricas, com interface de geoprocessamento,
    tecnologias sociais e de suporte à decisão para a Gestão de Recursos Hídricos. Assim, nesta
    Linha de Pesquisa o foco central estará em estabelecer a base teórica, metodológica e
    conceitual que permitam a representação e simulação da realidade nos processos de Gestão
    de Bacias e subsidie a implementação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos

  • Tendo em vista que a Lei Federal 9.433, de 1997, criou cinco instrumentos de gestão de
    recursos hídricos: planos de recursos hídricos, outorga de direito de uso da água, cobrança
    pelo uso da água, enquadramento de corpos de água e sistemas de informações sobre
    recursos hídricos, e que esses instrumentos estão em processo de implantação em vários
    estados e encontram-se em estágios diferentes de desenvolvimento em cada região do país,
    existe um grande potencial para sua integração, com o objetivo de torná-los mais efetivos.
    Por exemplo, o acoplamento de metodologias de outorga e cobrança pode associar os
    benefícios de incentivos financeiros oriundos de estratégias de cobrança à eficácia do
    controle de usuários proporcionada pela outorga, objetivando-se maior eficiência do uso da
    água. Também, a visão de longo prazo de planos de recursos hídricos e do enquadramento
    pode orientar a aplicação de metodologias diferenciadas de outorga e cobrança, para os
    objetivos estratégicos da bacia sejam de fato alcançados. Assim, nesta Linha de Pesquisa
    buscar-se-á elaborar e desenvolver propostas inovadoras de avaliação, aperfeiçoamento e
    integração dos instrumentos da política de recursos hídricos objetivando o aumento da
    eficácia da gestão

  • Nesta Linha de Pesquisa objetiva-se desenvolver métodos, modelos, instrumentos legais e
    sociais para gestão de bacias com baixa disponibilidade hídrica e para gestão de riscos e
    eventos extremos, considerando-se a participação social, bem como os custos e benefícios
    econômicos, sociais e ambientais decorrentes do regime de alocação de água e
    monitoramento de usos e fiscalização de regras. Pretende-se incentivar projetos sobre
    poluição de corpos hídricos, doenças de veiculação hídrica, degradação de ambientes
    aquáticos, desastres naturais e eventos hidrológicos extremos, enfrentando desafios de
    integração conceitual destes problemas no entendimento da dinâmica espacial e temporal
    para a realização de modelos de previsão e gestão de riscos de eventos extremos. Assim,
    modelos inovadores de quantificação e modelagem de cargas e eventos críticos de
    contaminação de corpos hídricos devem ser desenvolvidos, de modo a aumentar a acurácia
    das estimativas de cargas de poluição, identificar fontes poluidoras e estratégias de controle
    de poluição, e aprimorar a gestão de eventos críticos de contaminação, subsidiando a tomada de decisões pelos órgãos gestores e colegiados do sistema de gestão das águas.

  • Nesta Linha de Pesquisa objetiva-se desenvolver novas metodologias para aperfeiçoamento
    dos modelos institucionais, maior participação social e atuação regulatória mais efetiva do
    Estado na gestão de recursos hídricos. Pretende-se incentivar pesquisas para conhecer os
    modelos bem-sucedidos de planejamento e gestão das águas e avançar na proposição de
    ajustes e novos modelos com enfoque na sustentabilidade financeira e operacional. Para a
    gestão descentralizada e participativa das águas faz-se necessário conferir sustentabilidade
    social e participativa para os modelos já implantados ou a proposição de novos modelos,
    considerando: Instâncias participativas, Gestão de Conflitos, Mobilização, Negociação e
    Arbitragem, Educação para a Gestão de Recursos Hídricos e Comunicação Social. No que
    se refere à Regulação dos Recursos Hídricos será fundamental desenvolver pesquisas sobre
    metodologias, modelos, instrumentos legais e institucionais, aplicados de forma flexível e
    integrada e adaptados à realidade, que permitam uma atuação regulatória mais efetiva do
    Estado.

O Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos em Rede Nacional (PROFÁGUA) visa proporcionar uma formação teórica e prática aos profissionais e pesquisadores da área de recursos hídricos, aprimorando suas competências pessoais e profissionais, com o intuito de melhor qualificá-los para lidar com os problemas associados às questões mais complexas da gestão e regulação das águas no País.

O PROFÁGUA é um curso presencial, com oferta simultânea nacional, no âmbito do Sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Em razão das características de distribuição territorial dos participantes e das instituições, serão utilizadas tecnologias de informação e comunicação aplicadas a educação a distância (EaD) para o desenvolvimento de parte das atividades acadêmicas. a

O programa tem sua sede em Vitória-ES, oferecendo o curso de GESTÃO E REGULAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS desde 2016 e mantém um perfil de qualificação acadêmica atestado pela CAPES, tendo recebido conceito 4 na última avaliação.

O programa conta com 16 alunos regularmente matriculados, todos no mestrado.

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